quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sem Nome

Numa fria noite de agosto, em que todas as pessoas insistiam em se refugiar nas suas casas e se esconder embaixo das cobertas, uma menininha Sem Nome desafiou o desconforto e decidiu sair na varanda para olhar pro céu. Sua segreda esperança era que as baixas temperaturas não fossem empecilho para que, pelo menos uma estrela corajosa, despontasse no céu e com o seu brilho delicado conseguisse iluminar os seus sonhos mais uma noite.
Na ponta dos pés, para não ser descoberta, Sem Nome saiu de casa e sentiu o frio cortar a sua pele delicada de menina...pensou, antes de olhar pro infinito; temerosa de que os astros estivessem escurecidos pelas nuvens ameaçadoras. Naquele momento olhar pro chão era mais seguro, mais tranquilo, porém não era isso o que o coração de Sem Nome implorava; a menina estava feita de sonhos, de fantasias; a mente de Sem Nome não parava um minuto no lugar, pois sempre estava envolvida nas mais belas aventuras que alguém pudesse imaginar...
GVVB

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